Formação reuniu lideranças para discutir tomada de decisão, trabalho híbrido, dados, IA e novos modelos de governança

Lideranças de diferentes áreas do Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO) e da Escola da Magistratura do Estado de Rondônia (Emeron) participaram, nos dias 24 e 25 de setembro, da imersão executiva “Organização AI-Driven”, realizada na Casa da Cultura Analítica, em Canoas (RS). A formação teve como objetivo preparar as lideranças para os impactos da inteligência artificial (IA) na estrutura e nos modelos de funcionamento das organizações.

Pelo TJRO, participaram representantes da GabSJ1G, GabSCGJ, GabAudint, GabSGE, GGOV, GabPRE, ASPLAN/SA, GabSGP, GabSJ2G, GabSTIC, GabSOF, DECOM e JSG. A Emeron foi representada pela secretária-geral, Gisele Fernandes.

A imersão foi estruturada em quatro módulos, com foco na aplicação prática da IA à gestão. A proposta parte do entendimento de que incorporar a IA não se resume à adoção de novas ferramentas: exige mudanças na forma como as organizações tomam decisões, distribuem responsabilidades, estruturam processos e estabelecem mecanismos de governança.

Ao longo dos dois dias, os participantes trabalharam temas como arquitetura de decisão, organização de equipes híbridas, modelos de operação para dados e IA e governança em ambientes que utilizam a tecnologia. A programação também abordou a redistribuição de atividades entre pessoas e sistemas, a redefinição de papéis e a integração entre dados, processos e áreas técnicas.

Para o Poder Judiciário, a discussão ganha relevância diante do avanço do uso de tecnologias de apoio às atividades administrativas e jurisdicionais. A preparação das lideranças contribui para que a inovação seja acompanhada de planejamento, definição clara de responsabilidades e atenção à governança e à atuação humana.

“É uma mudança na cultura analítica da instituição que reformula, não apenas o modelo de trabalho de toda a instituição, mas proporciona que cada gestor analise a nova forma de trabalho dos seus servidores, observando quais tarefas devem ser alteradas, como devem proceder com o uso da IA. E esse debate traz grandes benefícios ao Tribunal e a cada setor específico”, afirmou a secretária-geral da Emeron, Gisele Fernandes.

A participação de gestores de diferentes unidades também favorece uma visão integrada dos desafios da transformação digital, aproximando as áreas administrativa, estratégica, de tecnologia, comunicação, planejamento, gestão de pessoas e apoio à atividade jurisdicional.

A secretária judiciária, Daniella Marcondes Faig, destacou: “O curso nos ajuda a identificar quais são as prioridades que podemos aplicar em nossas secretarias e caminhar de uma forma muito mais prática na gestão.”

A secretária administrativa, Elaine Piacentini, complementou: “A era da IA passa pela cultura analítica e aqui nós encontramos a oportunidade de aprofundar o uso da inteligência artificial dentro de cada atividade. Está sendo uma experiência muito importante para nos aperfeiçoarmos e aplicar de forma analítica.”

Ao reunir lideranças de diferentes áreas em uma mesma experiência formativa, a participação do TJRO e da Emeron ressalta a importância de preparar a instituição para as transformações provocadas pela inteligência artificial, com o propósito de alinhar tecnologia, pessoas, processos e governança na construção de uma administração pública cada vez mais preparada para os desafios do futuro.

 

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