
A Escola da Magistratura do Estado de Rondônia (Emeron) realizou, nesta quarta-feira (15), a solenidade de retomada do projeto “Se a Vida Ensina, Eu Sou Aprendiz”, iniciativa que transforma a educação em ferramenta de inclusão social ao oferecer formação profissional para adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas.
A nova edição do projeto marca o fortalecimento da parceria entre a Emeron, a Fundação Estadual de Atendimento Socioeducativo (Fease) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), unindo esforços para ampliar as oportunidades de qualificação profissional, autonomia e inserção desses jovens no mercado de trabalho.
A cerimônia de abertura contou com a presença do juiz auxiliar da presidência, Johnny Gustavo Clemes, representando o presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia (TJRO), desembargador Alexandre Miguel; do diretor da Emeron, desembargador Gilberto Barbosa; do desembargador Marcos Alaor Diniz Grangeia; da presidente da Fundação Estadual de Atendimento Socioeducativo (Fease), Elza Guarda Bello Freitas; e da vice-presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO), Arteniza de Lima.
Nesta etapa do projeto, os oito adolescentes participantes iniciaram uma trilha formativa voltada ao desenvolvimento de competências em informática, com módulos de digitação, informática aplicada e introdução às tecnologias contemporâneas. A proposta vai além da capacitação técnica: busca preparar os adolescentes para percursos de qualificação profissional e aprendizagem, promovendo o desenvolvimento de habilidades socioemocionais e criando condições concretas para sua inserção no mundo do trabalho.
O projeto representa uma oportunidade de reconstrução de trajetórias. Ao aproximar educação, cidadania e empregabilidade, a iniciativa fortalece a autonomia dos participantes e contribui para a redução da reiteração de atos infracionais, criando novas perspectivas de futuro para adolescentes em situação de vulnerabilidade.
A retomada do programa também resgata uma experiência de sucesso desenvolvida pela Emeron em 2018 e 2019. Nas duas primeiras edições, mais de 50 adolescentes participaram da formação e foram posteriormente encaminhados ao mercado de trabalho como jovens aprendizes, o que demonstra o potencial transformador da iniciativa.
Para o diretor da Emeron, desembargador Gilberto Barbosa, a retomada do projeto reafirma o compromisso da Escola com uma formação jurídica que ultrapassa os limites da sala de aula e se coloca a serviço da sociedade. “Há projetos que respondem a uma necessidade no presente; outros deixam um legado. Este projeto faz as duas coisas. A socioeducação somente alcança seu verdadeiro propósito quando oferece, além da responsabilização, condições reais para a mudança. E é exatamente isso que esse projeto proporciona: qualificação profissional, formação ética e a perspectiva de inserção digna.”
Ao integrar instituições do sistema de Justiça, da educação profissional e da socioeducação, o projeto consolida uma rede de cooperação que atua como agente de transformação, voltada à promoção da cidadania e da inclusão social, utilizando o conhecimento como instrumento para criar oportunidades, fortalecer direitos e contribuir para a construção de uma sociedade mais justa.