A Escola da Magistratura do Estado de Rondônia (Emeron) realizou, nesta segunda-feira (25), a abertura da nova turma do Programa Juíza Suzy Soares: Protagonismo e Liderança Feminina, com palestra da desembargadora federal Salise Monteiro Sanchotene, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4). Essa é a primeira edição do programa voltada exclusivamente à servidoras. 

O evento, realizado na Emeron, teve uma mesa de abertura composta pela juíza Cláudia Mara Fernandes e pelo vice-diretor da Emeron, juiz Cristiano Mazzini.

A juíza destacou a presença de mulheres à frente de secretarias, em cargos de direção e em funções de juízas auxiliares. Segundo ela, isso demonstra o espaço que as mulheres vêm conquistando dentro do Judiciário, apesar dos desafios ainda existentes.

“Mas tudo isso foi conquista. Isso não chegou de uma hora para outra. A mulher foi conquistando, aos poucos, o seu espaço. Realmente é difícil, mas já houve momentos piores, e nós fomos abrindo este caminho”, disse a magistrada.

O vice-diretor, juiz Cristiano Mazzini, destacou que a iniciativa busca incorporar a perspectiva de gênero aos processos decisórios do Tribunal de Justiça, investir em formação e desenvolvimento humano e ampliar a presença de mulheres em funções estratégicas e instâncias colegiadas da instituição.

“Esperamos que mais mulheres componham funções estratégicas, administrações de fórum, gestões em geral no Tribunal de Justiça e instâncias colegiadas. Mas esperamos, sobretudo, que, ao final do biênio, este programa já não precise se justificar; que a perspectiva de gênero nos processos decisórios do TJ seja simplesmente a forma como fazemos as coisas, e não uma exceção”, afirmou.

A palestra de abertura foi ministrada pela desembargadora federal Salise Monteiro Sanchotene, que abordou o protagonismo e a liderança feminina no Poder Judiciário brasileiro.

A exposição resgatou a trajetória histórica da luta das mulheres desde a Constituinte de 1988 e apresentou dados que evidenciam a desigualdade de gênero em cargos de liderança e nos tribunais superiores.

A desembargadora também destacou políticas do Conselho Nacional de Justiça voltadas à promoção da equidade, analisou os desafios enfrentados pelas mulheres diante das múltiplas jornadas e reforçou a importância da mentoria, do apoio de coletivos femininos e da fiscalização das ações afirmativas para ampliar a presença feminina no setor jurídico.

“Há um campo muito grande para trabalhar a ascensão da participação feminina nesses espaços de poder dentro do Judiciário, especialmente em funções estratégicas e de liderança”, destacou.

Após a palestra, as servidoras participaram de uma mentoria com o objetivo de estabelecer vínculos, construir um ambiente de confiança e segurança psicológica, apresentar o programa e promover reflexões sobre liderança, vida familiar e rotina doméstica.

Além da mentoria, as participantes terão acesso ao Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) para organização e acesso aos materiais do programa. Este primeiro encontro marca o início de uma série de cinco encontros previstos ao longo do ano, com encerramento programado para novembro de 2026.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação da Emeron

Permitida a reprodução mediante citação da fonte Ascom/Emeron

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